Praga
Junho 2009
A inteligência, aparentemente, é algo raro, daí que tenha sérias dificuldades em encontrá-la. Eu bem que a chamo, pssst, pssst, bichana anda cá, porém, e tal como qualquer felídeo dono do seu nariz, faz o que bem lhe apraz quando assim lhe apetece. Só assim se justifica que nesta minha ausência forçada em que me nego a editar fotografias no monitor decrépito e amarelado do século passado que me emprestaram com tanto carinho [não apoucando o gesto] eu tenha olvidado [gosto do olvidar] por completo que possuo alguns rolos fotográficos digitalizados que, por serem de origem analógica, não submeto a qualquer tipo de edição, exceptuando a moldura adicionada, e que, por conseguinte, são passíveis de ser publicados. Posto isto, e considerando que, como diz o meu estimado progenitor, eu tenho apenas duas velocidades, devagarinho e parada, e que tudo que me é relacionado se resolve lentamente, assim como quem caminha para a morte arrastando penosamente os pés sem ponta de vontade, nem ponta nenhuma, este blog passará por uma fase experimental em que não se garante a qualidade fotográfica - aliás, algo nunca garantido. Por exemplo, recuar o filme fotográfico manualmente com o intuito de se realizar duplas exposições quando não se faz a mínima ideia do que se está a fazer é algo que poderá danificar metade dum rolo, resultando, nas restantes, em coisas esssssquisitas, como podem constatar no exemplar acima. Ah e tal, sabemos da existência de trabalhos novos por aí, principalmente em Lisboa, e tu, nossa musa inspiradora que tão bem metes o dedo no gatilho, e onde mais te deixarem, não nos quereis mostrar, a nós, leais vassalos, essas ofuscantes obras primas em terceiro grau? Adorava meus queridos, eu juro que adorava pá, contudo teremos todos que esperar. A não ser que haja por aí um mecenas, um filantropo, uma rica alma caridosa que me patrocine. Desafortunadamente já não acredito no Pai Natal.