04 maio 2009

Não me importava de acordar aqui todos os dias...

Toscana, Itália
Maio 2009



...no campo aberto defronte da casa de amigos de amigos...ai que suspiro!
(entenda-se por campo aberto o quintalzinho da própria casa onde cães, gatos e galináceos passeavam ociosamente - e outros bicharocos também mas aí já comecei aos berros)

26 abril 2009

Sweets for my Sweets

Hamburgo
Junho 2008




A menina que diz não ser constante decidiu agraciar-me com um prémio, num texto a que chamou, e muito bem, A tesão da blogosfera. Ora, eu não sou muito gaja dada a estas coisas dos prémios, nem aqui o tasco se coaduna com isso, contudo tesão é uma palavra deliciosa que sempre apreciei e que nos enche a boca. Literalmente. E assim, subvertendo ligeiramente as regras, ela deu o prémios às pessoas, e pelas pessoas, e não tanto pelo conteúdo do blogue. E eu gostei. Porque afinal são as pessoas com quem nos cruzamos, que nos marcam, com quem aprendemos e crescemos, seja por muito ou pouco tempo, que nos dão tesão para a vida. Ou isso sou eu que gosto genuinamente de pessoas. A blogosfera, na sua imensa manta de retalhos de identidades, dá tesão que não mais acaba para descobrir e conhecer pessoas. Mas isso talvez seja eu que gosto genuinamente de pessoas. De as descobrir e conhecer. Porque todas as pessoas são únicas e um mundo inteiro de gente.

Posto isto, e subvertendo ainda mais as regras, ou seja, fazendo isto completamente à minha maneira, que eu cá e lá sou do contra, não vou entregar prémios, vou antes prestar uma pequena mas sentida homenagem a todas as pessoas que habitam o meu coração e que têm blogues ou outro qualquer espaço virtual à distância de um click. Se alguns apenas conheço virtualmente, muitos já ultrapassaram essa barreira etérea para entrarem na vida real. Se com uns estive apenas uma ou outra vez e o contacto é maioritariamente não presencial, e com outros me cruze ocasionalmente, outros há muito são companheiros de aventuras e desventuras. Depois há ainda as pessoas que já vêm de outras épocas, outras paisagens e outras vidas virtuais, ou que, não sendo directamente pelo blogue, conheci devido à temática tantas vezes abordada.

E como eu cá e lá sou do contra, e sou dada à chalaça, também não vou pôr links e nem serei de todo óbvia (ou sim!) que eu gosto de vos ver a descobrir quem são.

A ti que dizes não ter constância e que sem te conhecer te gosto tanto; àquele que seria provavelmente o homem da minha vida não fosse casado e pai de filho – é o que se chama chegar tarde!; ao meu querido amigo alienado com quem partilho tantos pedaços de vida;
ao meu maninho cósmico do coração de quem tenho tantas saudades; ao tresloucado que deseja ser loiro e que parece que conheço há uma vida; aos 3 da vida airada, o ex-militante do PP, o que tem uns stresses com o pessoal por causa de umas cenas e aquele que bem poderia ser uma versão minha no masculino, comparsa de tantas noites, madrugadas e por vezes manhãs de extrema folia – e tardes de preguiça ao sol!; às minhas gémeas com arte a correr nas veias; à minha bziña do coração e catsitter com quem ando às turras mas que adoro (e que faz uns panadinhos divinais!); ao senhor gourmet, e a toda a família feliz (obrigada por me fazerem sentir em casa!), que me deu a conhecer tantos aromas e paladares e tem contribuído regularmente para o meu aumento de peso e agravamento dos índices hematológicos; a essas duas personagens que adoro ler e que já não consigo desemparelhar (desculpem lá qualquer coisinha que eu sei que vocês não gostam dessas intimidades), a menina gaiata e refilona que vive com os cornos na boca (salvo seja) e o gajo que tem a mania de ser uma besta mas que não convence ninguém; ao meu par de jarras predilecto e que são piores que gajas no que toca ao calçado; aos que nos oferecem os corações, o senhor positivo com quem partilho lanches e longas conversas e o senhor que é tão personagem como as personagens que cria; ao alvo que eu carinhosamente apelidei de leitãozinho e com quem me rio tanto (parvo!); ao meu padrinho lomográfico que me vai levar à bancarrota; ao que gosta de desinformar e é o gajo mais teimoso que conheço; ao que escreve ao contrário e me deve uma garrafa de vinho com quem as conversas são efectivamente como cerejas; à alma mais colorida e bonita que eu já vi a tentar trepar uma varanda; à menina dos gatos que tem uma fixação com o número cinquenta e três e fotografa tão bem; ao fixado em constante devir; ao que me usurpa a letra e é a minha fonte oficial de couchsurfing; ao olho que tudo vê e que tanto admiro; ao senhor que se esqueceu de continuar a regar as letras com absinto; ao senhor da pipa e do copo que tantas vezes me “ouviu”e que por isso tenho que lhe gabar a paciência! E ainda à minha noiva que tenho a certeza que daria à luz blogues de excelência, à minha mulher companheira de outras vidas blogosféricas e à minha amante que sumiu do mapa. E já agora, porque eu sou umas mão largas e é só amor para dar e vender, a todos que fizeram, fazem e ainda virão a fazer parte do meu mundo. A todos um enorme bem hajam!


[se me esqueci de alguém nesta imensa lista, decerto não está esquecido no coração]


Adenda: tinha eu acabado de chegar a Itália quando me lembrei que me esqueci de incluir a menina que veste bonecas de imaginação and my favourite international couple - embora estivessem já incluidos no rascunho mental inicial. Shame one me!

22 abril 2009

tenho cá as minhas dúvidas

Hamburgo
Junho 2008









ando com esta mania das músicas , que se há-de fazer?
internar-me? sim, parece uma excelente ideia!

21 abril 2009

Dias Felizes

Parque Natural da Senhora do Salto, Gondomar
Abril 2009



[fotografar contra a luz não está com nada ó trenga!]
no picnic de aniversário da Sarah. a ela beijos de luz e abraços de paz




16 abril 2009

Espectral

Largo Luis de Camões, Lisboa
Abril 2009




Hoje gostaria de partilhar convosco uma frase de valiosa sapiência popular e que, se a memória não me falha, li algures numa casa de banho pública que é sempre um local dado a manifestações literárias de cariz duvidoso mas que resultam num óptimo entretenimento enquanto fazemos o que tivermos a fazer (excepto actividades que não se apropriem à leitura); e a frase ditava o seguinte: a vida é uma foda difícil de foder, mas – foda-se! – fode-se!!
E porque me lembrei eu disto, perguntam vocês (não perguntam nada, mas eu gosto sempre de pensar que sim)? Porque em determinadas alturas, por uma qualquer razão, vemo-nos obrigados a entrar dentro de nós e a visitar aquele sótão, que fingíamos nem existir, onde nos cantos escuros e poeirentos descobrimos atónitos aquelas coisas velhas que julgámos ter deitado ao lixo faz tempo, mas que, para nosso infortúnio e por nossa burrice, continuam vivas e de boa saúde (as cabras!) - conquanto não se recomendem de todo, muito menos como aperitivo ao jantar que é bem capaz de nos parar a digestão.
É assim como irmos visitar a nossa própria casa assombrada repleta de fantasmas e assombrações, sendo que a minha casa assombrada é um casarão imperial de 2 pisos e múltiplas divisões, tendo como redondezas a floresta negra, com direito a suite presidencial - que eu sou gaja para lá passar largas temporadas - e catacumbas - onde têm lugar espectáculos de auto-flagelação do mais alto gabarito.
Ora se os fantasmas até se aguentam bem de tão familiares que se tornaram a pairar ali atrás de nós, ou ao nosso lado, consoante as preferências, já as assombrações são capazes de nos pôr a cagar de fininho qual é o cagaço de morte que nos pregam (reparem como isto começa a ganhar contornos escatológicos ou, por outras palavras, como a palavra merda assenta tão bem). Uma assombração, ao contrário dos fantasmas dos quais pressentimos a aproximação, surge sem qualquer notificação prévia fazendo-nos saltar ridiculamente com a mão em garra agarrada desesperadamente ao coração que ameaça colapsar para depois nos derrubar escada abaixo e batermos alegremente com a nuca em todos os degraus por onde passamos. Uma vez recompostos mandamos a assombração à fava e ela, obediente - pensamos nós na nossa santíssima ignorância, ou ingenuidade, vá, que eu estou é a falar de mim - lá vai. Vai, mas volta! Que a gaja, inteligente como permitimos que o seja, sabe perfeitamente que enquanto lhe dermos importância vai conseguir foder-nos os cornos e que enquanto a negarmos vai continuar a pregar-nos sustos de morte. Ou pelo menos caganeiras incontroláveis.
Então como nos livramos de uma assombração (reparem como eu continuo a falar para mim, porém no plural que é para todas elas ouvirem)? Muito simples! – digo eu, não obstante a minha inépcia para o assunto! Basta aceitar a sua visita inesperada, como um reencontro falaciosamente festivo com um velho familiar ou conhecido com quem aprendemos as maravilhas da hipocrisia, e darmos-lhe umas palmadinhas nas costas enquanto debitamos uns quantos cumprimentos de circunstância e debatemos o estado do tempo, para de seguida prosseguirmos descontraídos o nosso caminho. É meio caminho andado para que ela se reduza à sua insignificância e comece a encolher-se num difuso espectro que ocasionalmente flutua ali ao nosso lado, ou atrás de nós, consoante as preferências, para que um dia, com sorte, desapareça.

E, perguntai vós, porque razão decidi eu torturar-vos com a minha abjecta verborreia? Responde-se rapidamente: exorcismo!! Ainda tentei rodar o pescoço porém apenas consegui com isso um novíssimo colar ortopédico que eu penso forrar com pelúcia rosa fluorescente. Pode ser que me ilumine. Ou alucine. Cá para mim vai dar ao mesmo.



N.R.: Eu sei que a comparação entre fantasmas e assombrações é no mínimo estapafúrdia e despropositada, contudo foi o que me surgiu na altura e que, por incrível que possa parecer, teve lógica para mim. Isto, obviamente, à luz da minha lógica que de lógica não tem nada!




Esta foto, que é uma dupla exposição de uma amiga e de nuvens, pertence ao segundo rolo tirado com a Banner que teve direito a light leaks e mais umas quantas asneiras - leia-se fotos queimadas - derivadas da trenguice da operadora.

13 abril 2009

Rolando










Picnic de Aniversário da Sarihta
Parque Natural da Senhora do Salto, Gondomar
Abril 2009

Volta-se a pegar na analógica e retorna-se à conclusão que ainda há muito a aprender. As fotos, tiradas com a Canon T70, com uma lente Macro 50mm que pondero se será apropriada (foi oferta é o que se tem!), e um rolo de slides Sensia 100 da Fuji fora do prazo e revelado em processo cruzado (daí as cores esquisitas - assim à xopinha de maxa), ficaram na sua maioria sobrexpostas. Então, se assim acho, porque é que as partilho convosco? Porque apesar de estarem longe da perfeição, assim a anos luz, gosto delas. E talvez goste delas por as sentir como um desafio, como uma aprendizagem e uma evolução, e, por conseguinte, importantes para mim.

07 abril 2009

na mó de baixo

Rua Miguel Bombarda, Porto
Março 2009

All Good Things Come In Pairs

Parque Natural da Senhora do Salto, Gondomar
Abril 2009


Esta é para vocês meus trenguinhos lindos ou, por outras palavras, o meu par de jarras predilecto. A vossa pala apanhei a idiossincrasia absurda de olhar para os pés de toda a gente. Resta-me apenas dizer-vos uma coisa: sois doentes!! Curai-vos!! Mas gosto muito de vocês na mesma!! luv iu!

05 abril 2009

A demência das almofadas

Pillow Fight Day
Av. dos Aliados, Porto
Ontem



E esta foto valeu-me um banho completo de vísceras de almofada. Mas valeu a pena.

04 abril 2009

a preto e branco

Home Sweet Home
Abril 2009



E pegamos numa analógica e num rolo e descobrimos, ou confirmamos, que ainda temos muito que aprender. E mais uma vez suspeitamos do trabalho efectuado. Ou então sou eu que ando com a mania da perseguição. Mas que as fotografias digitalizadas têm umas manchas estranhas, lá isso têm!!

02 abril 2009

toyphotos









Quintal Biológico, Rua do Breyner, Praça Carlos Alberto, Rua Miguel Bombarda
Março 2009



E estas foram as primeiras fotografias, que se aproveitaram (mais ou menos...), tiradas com a moribunda toycamera. Confesso que uma ou outra deram-me vontade de fazer ajustes (principalmente a última), até porque fiquei com dúvidas quanto à digitalização feita, porém isso não seria ser fiel à ideologia da coisa. E eu sou uma pessoa muito fiel. De qualquer maneira sinto que preciso desaprender e reaprender. E com isso sinto que poderei crescer. Ou então levar-me à bancarrota! (sim, que agora também ando com uma Canon T70 que me deram há uns tempos...e já penso em comprar uma Smena 8M...meu querido amigo Babo, tu levas-me à desgraça!!!)

31 março 2009

My ToyCamera

Rua Miguel Bombarda, Porto
Hoje



Há cerca de um ano e tal atrás uma pessoa minha amiga, com quase o dobro da minha idade, sabendo da minha paixão pela fotografia, decidiu ofertar-me uma das suas velhinhas máquinas fotográficas que guardava como recordação. Eu, na minha santíssima ignorância de quem não percebia um corno acerca das mesmas, decidi escolher, entre duas, a que me parecia estar em melhor estado, conquanto tivesse sérias dúvidas de que estivesse funcional. Levei-a, inclusive, uns poucos meses depois, a uma loja de fotografia menos convencional onde, para minha desilusão, me diagnosticaram a morte da mesma sem direito a ressurreição.
Eis se não quando, há uma semana, me cruzo na rua com um amigo completamente adicto na lomografia detentor que uma colecção já invejável de pequenas máquinas, para as quais eu olho, como ele mesmo diz, com um ar sorridentemente guloso (e que lhe garante igualmente um possível assalto à mão armada ou um arrombamento da casa). Falamos, para não variar, de fotografia, ou melhor, de lomografia, quando surge na conversa o relançamento da Diana e, na sequência, eu refiro a minha inútil peça de museu (que não é mais do que um clone da antiga Diana). Sendo ele bem mais maluco do que eu, logo me pede para lhe mostrar a dita oferecendo-se para lhe prestar os curativos necessários de modo a voltar a pô-la funcional. E é assim que, depois de partida e colada e com remedeios engenhosos e experimentada pelo perito, eu volto a ter nas mãos a minha querida peça de museu cheia de história. A minha primeira toycamera. É certo que não está a 100% e que qualquer dia bate as botas de vez, mas até lá vou divertir-me com os rolos que ele tão gentilmente me ofereceu e com os que eu ainda puder comprar e ela aguentar. Depois pensamos noutra que isto é viciante. A ti, meu querido cirurgião de toycameras, o meu muito obrigada. Ou não, que esta brincadeira é bem capaz de me sair cara! Principalmente se tivermos em conta que me esqueço frequentemente que isto não é uma reflex, e que o que eu vejo no visor não corresponde completamente à imagem fotografada, que me esqueço de ajustar a distância focal ou de andar com o filme para a frente. É que as duplas exposições podem ser engraçadas mas não exageremos! Ou seja, este primeiro rolo deve estar uma belíssima merda! Mas não deixo de gostar de ti minha bannerzinha!

26 março 2009

evilcat

Hamburgo
Junho 2008



Também poderia ser o Tiki Kat nos seus momentos de pura demência, conquanto traje um semblante bem mais assustador...para mim, que já sei o que a casa gasta e o que lá vem!

25 março 2009

Laziness

Hamburgo
Junho 2008



Ou então é prostituição. Ou apenas preguiça, pecado capital do qual padeço sem direito a perdão. E andamos assim para o preguiçosas. E sem imaginação. E sem vontades. Vá, há sempre energia para comer e beber e divertir-me. Vá. E para dormir. E para não fazer nada. Vá. Agora vou ali curar-me. Ou não.

08 março 2009

Just chillin'

Bar Praça, Porto
Fevereiro 2009


O que eu gosto de começar a noite a jantar com umas pessoas, a meio da noite ir ter com outras, acabar a tomar o pequeno-almoço com outras completamente diferentes, e voltar para casa com o sol já alto. Nem o facto de ter ficado com os meus adorados ténis go-go barbie completamente cagados, e de me ter visto obrigada a lançá-los para dentro da máquina de lavar roupa como último reduto possível, me consegue tirar a boa disposição. Agora com vossa licença vou ali tomar banho que me sinto imunda (sim, quando cheguei a casa só consegui mesmo despir-me a aterrar na cama como um peso morto), e vou aproveitar os últimos raios de sol na companhia de algo que se coma e que se leia. E que se oiça. Fiquem bem.