29 setembro 2008

I still believe in love at first sight

Bairro Alto, Lisboa
Junho 2008



Nothing's impossible


*Depeche Mode, always Depeche Mode

13 comentários:

PAULO disse...

Também o Elvis, a Marilyn, o Dean ou o Lennon …

mmendes disse...

ou como diz a Adidas, 'Impossible is nothing!"

K disse...

Foda-se! Eu aqui a mencionar os Depeche e tu vens com citações publicitárias da marca das 3 riscas?!?!? Sabes bem que para mim essa palavra só funciona na música de Korn...eheheheheh

Paulo, pensei que esses todos já tinham batido a bota....ah, pois, percebi-te...whatever! I still believe in it! (e se não fosse assim lírica e utópica também não seria eu, pois não?)

»bzi« disse...

eu gosto muuuiiiiito desta foto, beijão no coração

K disse...

eu sei, foste que escolheste ;]
bisou bisou

Desinformador disse...

Minha krida Kabrina, o slogan da marca das três riscas, contextualizado na campanha em que está aplicado tem tudo a ver. Um dos anúncios que gosto bastante desta série impossible is nothing tem por protagonista um canadiano que conheci numa apresentação à imprensa no Canadá. É um Senhor de 40 anos, que ficou parapelégico num acidente de bike, mas nem por isso abandonou o seu desporto. Construiu uma cadeira de rodas, adaptada a downhill, tipo kart cross, mas sem motor, com amortecedores e travões de disco às 4 rodas. Este tío chega a atingir mais de 100km/h durante as suas descidas por trilhos e pistas num Bike Park que existe na província da Colômbia Britânica. E a cara de satisfação dele diz tudo!
Por isso, não me digas que me limitei a debitar um slogan publicitário de uma marca que só tem o lucro como objectivo primordial. Mesmo para a Adidas, o dinheiro não é tudo...

K disse...

Pois sim, a história e a frase descontextualizada da acção de marketing é indubitavelmente tocante e enquadra-se perfeitamente no post. Porém, e como bem sabes, o objectivo primordial é o lucro sim. As pessoas estão cada vez mais conscientes no que toca os mais variados assuntos humanos e ambientais e fica bem às marcas passar uma imagem de consciência social. No fundo não passa de um meio para atingir um fim. Porque continuam a ter a maior parte das fábricas na Asia, e, como descobri ainda agora, aparentemente com vários problemas no que concerne os direitos de trabalhadores. Lê que é bonito
http://www.ethicalcorp.com/content_print.asp?ContentID=5948


É o que eles se preocupam...

Desinformador disse...

Um conselho, em vez de sonhares, que tal passares à acção!? :P

Quanto à tua visão política da coisa... Nós Ocidentais, pensamos coitadinhos, são explorados e mais num sei o quê, e levantamos polémicas, e agora falo como jornaleiro, só para vender jornais.

Mas alguém se preocupa em lhes perguntar o que eles pensam?

Eles estão muito contentes, trabalhando 12 horas ao dia, com salários bem acima da média nos seus países, e agradecidos por terem trabalho.

O que para os nossos padrões são salários de miséria, para eles significa um salário, 100 vezes superior ao praticado no seu país, por empresas locais. E ainda têm seguro médico, casa, e alimentação, tudo a cargo das multinacionais sem coração e exploradoras dos mais pobres e desfavorecidos.

Estive numa apresentação há uns anos em vários países do sudoeste asiático, todas industrias de multinacionais, americanas, europeias e japonesas, e as pessoas com quem falávamos era que melhor não podiam estar. Com um salário de 100 USD, casa, comida e saúde às custas da empresa...

Portanto, não acredites em tudo o que lês. Antes 'explorados' do que desempregados. É o pensamento deles, e aqui, penso que o nosso pensamento é igual...

K disse...

Não, o nosso pensamento não é igual. Nem eu quero pensar como tu. Não que de certo modo não tenhas alguma razão na tua argumentação, que tudo tem várias facetas dependendo do prisma que se olha, porém para mim isso não serve justificação para as diferenças económicas e sociais que existem no mundo, nem a exploração dessas mesmas diferenças com objectivos capitalistas. O facto de as pessoas nada terem não serve de justificação para se lhes dar pouco e lavar daí as mãos. O facto de as pessoas se virem obrigadas a contentar com pouco, porque infelizmente o dinheiro é necessário para viver, não justifica a exploração nem a perpetuação da migalhinha-olha-que-bonzinhos-que-nós-somos. Se voltássemos ao tempo da (outra) escravatura também encontravas escravos muito felizes por os donos lhes concederem mais benesses que aos outros. Eram melhor tratados. Mas isso justificava a escravatura?

Quanto à parte dos sonhos vs acção não precisas ensinar a missa ao vigário. Tenho plena consciência das coisas e, tendo em conta a minha consciência, não é algo com o qual conviva bem. Aliás, dói-me a porra do coração cada vez que olho para uma etiqueta por saber que sou conivente com determinadas coisas e que me falta força e coragem para romper com isso. Mas é complicado, é complicado. E admito que não é só por uma questão de necessidade, que o dinheiro é pouco, e que tem o seu quê de egoísmo e comodismo. Por muito que eu tente consumir o menos possível e praticamente apenas em saldos/outlets/promoções.

E sim, continuo a achar que campanhas dessas são acima de tudo fachadas hipócritas que têm como objectivo o lucro e a fidelidade do cliente.

Desinformador disse...

ok... então preferes ver todos os dias o que se passa em África, com botes de 250 sem papéis a chegarem a Tenerife, e a serem recambiados para a procedência o mais rapidamente possível.

não percebo qual é o problema em proporcionar qualidade de vida digna, a famílias completas, com casa, saúde, e outras benesses que nem nas empresas europeias ou americanas facilitam aos seus trabalhadores...

Imagino que nao te importarias de trabalhar para uma empresa que de desse casa, assistência médica e pagasse o custo de ter os teus filhos a estudar - pagando livros e o que mais seja necessário - é isto o que muitas multinacionais a operar no sudoeste asiático proporcionam aos seus trabalhadores.

Isto para mim não é exploração. Há que ser prático. Obviamente que há empresas com menos escrúpulos que não dão nada...

Mas o que não se pode fazer é alinhar tudo pela mesma bitola. há exemplos bons e maus... há que separar as águas! É o que quero que entendas.

E chateiam-me estas campanhas de desinformação de meios de informação de esquerda, pseudo intelectualóide... e já sabes o resto!

K disse...

Meu querido amigo, ambos sabemos que somos teimosos, sendo que considero que tu és muito mais teimoso do que eu. ;p

Por isso não sei até que ponto é que valerá a pena continuar com este debate. Não que não seja deveras interessante, mas simplesmente porque neste ponto não concordamos. Tu és prático, eu, como diria o meu pai, sou lírica. Não é uma questão de preferir isto ou aquilo, é uma questão de justiça, uma questão de igualdade. E para mim o mau não justifica o menos mau, e o menos mau não justifica a ausência do bom ou ideal. Capice? E sim, também sei que infelizmente é assim que o mundo funciona, mas isso também não me serve de justificação. E não acredito que haja assim tão bons exemplos no que concerne os recursos humanos...principalmente no que toca a multinacionais. Esclarecido?
Ah! E não está de modo algum relacionado com meios de desinformação de esquerda...isso já é chamares-me de acéfala invertebrada!

Ademais, e pelo que li no tal relatório nem me parece que a marca das 3 riscas seja uma dessas empresas, que tu dizes, "modelo"...

PAULO disse...

Parabéns, parabéns pela forma civilizada como discutiram o assunto, não que eu não estivesse à espera vindo de vocês mas é tão raro ver-se diálogos assim que ….

Infelizmente ambos têm razão.
Infelizmente, porque ainda estamos tão longe da justiça e de um mundo aceitável ….

K disse...

E pronto, aqui estava o moderador que faltava! ;]

grazie mille pelo apontamento