10 outubro 2007

Há quem diga que sim

Madrid, Malasaña
Julho 2007

Estaquei, curiosamente surpreendida, defronte do que parecia ser a materialização do que o Grande Peixe Real me havia dito em conversa poucos dias antes, enquanto se falava do graffiti e o seu eventual rumo, e repentinamente, no meio da cacofonia visual das ruas de Madrid, tudo soou terrivelmente profético. E arrepiei-me estarrecida com a possibilidade.

3 comentários:

nuno disse...

é verdadeee

slaize disse...

as tags são a coisa mais característica do graffity, e como tal desaparece quando desaparecer o graffity... são elas que mais "puramente" mostram o espírito básico deste, que tem muito mais a ver com expansão e afirmação individual, tão extrema que impões as obras ao público em vez de as colocar numa galeria, do com manifestações e reflexões de ordem estética.. mesmo que muitos dos que acham "graça" ao graffitty não gostem disto, esta é a verdadeira cara dele e ninguém vai perceber completamente o graffity se não perceberem a existência de tags e as motivações de quem as faz. ***

K disse...

Sim, é certo, não és o primeiro que me diz isso. Conquanto eu não aprecie tags na sua globalidade, gosto de saber e percebo, e há inclusivé determinadas situações em que não me desagradam de todo, ou gosto mesmo. Porém continuo a preferir manter-me do outro lado, de quem observa e de quem sente. De quem se preocupa mais com a ordem estética das coisas. E para mim, e para grande parte das pessoas, o uso massivo de tags continuará a ser desagradável à vista. Contudo, não penso que isso me impede de compreender o graffiti e o seu mundo.

Fica bem e obrigada pelo comentário