04 fevereiro 2007

O Início

Zaragoza, Espanha


Em virtude de me terem pedido um texto autobiográfico, referente a esta minha jornada fotográfica no campo da arte urbana (que tão gratificante tem sido, não só pelos conhecimentos adquiridos, mas principalmente pelas pessoas com quem tenho cruzado), para apresentação da minha próxima exposição – a ser oportunamente divulgada – encetei uma viagem interior e mnemónica em busca das razões que estiveram na sua origem. E foi assim que me lembrei quando comecei. Esta foi a primeiríssima foto subordinada ao tema, datada de 4 de Julho de 2005 e tirada em Zaragoza, pouco tempo depois de ter comprado a minha primeira, e até agora única, máquina digital, numa altura que mal sabia trabalhar com ela – tanto assim foi que esta fotografia ficou péssima (daí que tenha optado por pô-la a preto-e-branco para atenuar-lhe os defeitos), em que não fazia ideia que havia gente a fotografar manifestações urbanas, que havia livros dedicados às mesmas, que desconhecia o quão abrangente é que arte urbana pode ser, que não sabia que um stencil era um stencil, em suma, que não sabia praticamente porra de coisa nenhuma. Contudo, numa altura, em que já me extasiava ao ver determinados trabalhos ao ponto de não lhes resistir, independentemente da ausência de paciência e compreensão de quem me acompanhava para devaneios fotográficos pouco ortodoxos. A provar, e a lembrar-me, que me está no sangue.

30 comentários:

Zorze disse...

HOMEM-MÁQUINA. TU ÉS O HOMEM-MÁQUINA. A SOCIEDADE ESTÁ CORROMPIDA. TU ÉS O HOMEM-MÁQUINA.

K disse...

Zorze, vai tomar o comprimido, vai.

hole in my vein disse...

um desenho muito enki bilal!!! fantástico!
realmente a arte urbana tem qualquer coisa... é preciso ter olho e tu pareces ter!! :)

Eu sou um velho de espirito num corpo de 24 anos!!! :) enfim...

Desinformador disse...

Muito bem escrito o texto autobiográfico... não custou assim tanto! :P

Zorze disse...

K: Fuck yourself, beautiful city girl ***

Devir disse...

Zorze não tomes o comprimido!!! É essa a leitura. Sem ela, esta foto, este trabalho não existia. Homo Sapiens Maquinus.
Virtuosa auto-bio-grafia. A foto não podia ser mais bem escolhida.

T logo.

Zorze disse...

Devir: Bem me parecia que o comentário era pertinente.

K disse...

Hole: eu tenho dois olhos ;p e só é preciso estar atento. este trabalho era de dimensões consideráveis por isso só um cego é que não o via. velho com 24? tá...

Des: este ainda não é O texto autobiográfico. embora também o seja.

Devir: a foto não foi escolhida. é a primeira de todas. a primeiríssima. (agora fico a pensar com os meus botões se tem algum significado obscuro o facto de o ter sido, e de ser este trabalho...)

Zorzito: fode-te tu também mori - fica melhor em português ;p (mas do que raio é que vocês estão a falar??)

bisc8 disse...

Exma srª K,

Eu acho que neste texto falta um link para a verdadeira "mnemónica" de street art (www.fixacaoproibida.blogspot.com. não só porque foi a pessoa que incentivou o Gatilho a aparecer como foi a Fixação que serviu de base para o formato e o conteúdo (tipo de letra, estilo de fotografias e de textos) do Gatilho. É justo e bonito identificar os autores originais de ideias que apresentamos como nossas. Obrigada a todos e peço muita desculpa se fui politicamente incorrecta. Os melhores cumprimentos. biscoitinho

Devir disse...

do you wanna something simple?

...pois...

não temos!

K disse...

Caríssima

Parece-me que não falta link algum. Antes de fazeres comentários despropositadamente pueris aconselho-te uma (re)leitura atenta do texto - porque pelo que escreveste presumo que não o tenhas feito (ou apenas entendeste o que te apeteceu) - e um conhecimento aprofundado do meu blog. E já agora do Fixação Proibida também. É sempre justo e bonito falar-se do que se sabe. Não achas?
Se não referi o blog Fixação Proibida é porque não fazia sentido neste texto, uma vez que eu estou a falar de quando comecei a fotografar street art, algo a que sempre estive atenta na minha vida (e inclusive cheguei a publicar algumas fotos num outro blog que tinha sob o tema Mensagens Urbanas), antes sequer do Fixação Proibida existir ou de eu saber da sua existência. Ou não reparaste na data? Como tal não estou a apresentar nenhuma ideia que não seja minha. Não estava a copiar ninguém porque simplesmente não tinha quem copiar. E esta, hein? Tenho ideias próprias. Fantástico.
Quanto à influência e incentivo que tive do Devir para a concretização do Gatilho, no que concerne o registo fotográfico, principalmente nos primeiros tempos em que passei a fotografar mais, e uma coisa ou outra (e fico-me por aqui que essa dos meus textos serem influenciados por ele foi a anedota do dia; lamento se para ti as pessoas não possam partilhar ideias e ideais; ou podem desde que não publiquem, certo?) além de nunca o ter negado e de o ter dito publicamente (ver arquivo de Agosto 2006 sff), porque eu não me aproprio de nada ao contrário do que tu julgas, ele sabe-lo melhor que ninguém. Aliás, se segui em frente com o Gatilho e com isto tudo, foi em grande parte pela força que me deu, porque eu já sabia de antemão que haveria de ser crucificada pelas mentes tacanhas.
Ademais, se conhecesses realmente o Devir sabias que ele não é nada dado a mesquinhices do género. Muito pelo contrário. Assim sendo, fica-te muito mal vires fazer defesas absurda e completamente descontextualizadas em nome dele.

Cumprimentos

Zorze disse...

Bisc8:

Com o devido respeito, não me parece de todo justo que faças uma avaliação tão linear do trabalho da k. Nota-se que idolatras o portfolio do devir, o qual produz um trabalho bem interessante - admito muito francamente. Todavia, lembra-te que nada do que o Devir ou a K fazem é original. Fotografias ou abordagens neste registo já existem há anos!!!

São duas pessoas diferentes e com perspectivas bem diferentes - o trabalho de um distingue-se muito facilmente do outro. A única semelhança que encontro entre os dois é o facto de ambos os blogs serem pretos. Tirando isso, não há muito mais o que os aproxime.

E, para finalizar, o seguinte. O que é mesmo injusto no teu comentário é que penalizas o trabalho da K, o qual é muito válido eue está a ter saída (revistas e exposições).

E mais: fico com a impressão que, e não faço a mínima ideia se conheces a K pessoalmente, este foi um ataque pessoal. Se foi, percebo a razão: a K é simplesmente fantástica e inteligente no que diz e no que faz!

bisc8 disse...

Olá

Não, não a conheço pessoalmente, e sim idolatro o trabalho do Devir que conheço há muito tempo, como idolatro qualquer trabalho honesto e original sobre street art.

A k tem uma máquina, tem potencial e é dedicada. Mas acho que seria muito mais interessante – para mim, para a comunidade cibernética em geral e sobretudo para a própria K – se, ao seguir proposta do Rui de pôr as suas fotos na net, tivesse criado o seu próprio blog sem seguir a estrutura da Fixação: o mesmo layout, uma actualização por dia, letras iguais, e títulos que fazem trocadilhos com os trabalhos de street art fotografados.

As próprias fotos, na minha humilde opinião, seguem o mesmo padrão da fixação, embora insistam com [muito] mais frequência na situação “street art com transeuntes a passar”. Já me aconteceu várias vezes entrar no Gatilho e pensar que estou na Fixação. Isso chateia-me, confesso. Nunca me tinha acontecido antes [e olhem que sou mesmo mesmo fanática por Internet e street art!!]

Todos nós nos inspiramos em qualquer coisa. É assim desde a pré-história. O próprio stencil é uma técnica milenar como todos vocês sabem. Mas para mim o verdadeiro desafio da criação artística (ou outra qualquer) é pegar numa cena que já existe e desconstruí-la, deturpá-la, acrescentá-la ao ponto de criar uma outra coisa nova e original.

Eu já fui alvo de plágios, alguns mesmo descarados, e fico sempre muito desiludida quando isso acontece. Sobretudo com o próprio autor da cópia, que não se deu ao trabalho de reflectir sobre o que leu e de lhe acrescentar coisas novas criando um outro produto realmente diferente, limitando-se a dizer a mesma coisa por palavras diferentes e às vezes iguais.

Desde o início do Gatilho fiquei com a sensação incómoda de estar naquele jogo “descubra as diferenças”. Ao longo do tempo essa sensação confirmou-se. Não só no formato do blog, mas também nos termos utilizados, na postura adoptada. Mas o cúmulo foi encontrar na autobiografia da K o termo “mnemónica” que, como ela saberá – a menos que se trate de uma espectacular coincidência -, foi o título de uma exposição do Devir e do respectivo texto de apresentação.

Posso estar erradíssima, sobretudo porque sei que os blogs em geral - e este em particular – não são a sede adequada para a exposição de críticas. Só que eu não sou de dar, e muito menos de receber elogios fáceis... pronto. É isso. Muita criatividade para todos! E podem bater que eu não sinto nada. :]

biscoitos

K disse...

Deixa-me ver se percebi. Tu prepotentemente julgas-me sem me conhecer de lado algum. Fazes o teu julgamento sem qualquer conhecimento, quando não fazes ideia das razões que me levaram a escolher este determinado layout, que me impediram de o personalizar mais, que fazem com que tente pôr uma foto por dia desde que tenha tempo e net (porque ao contrário do Devir eu não tenho qualquer compromisso de actualização diária, nem ponho fotos em retroactivo ) – razões que ante a tua postura nem merecem ser explanadas, assim como me retiras todo e qualquer direito de ser como sou e ter os meus gostos simplesmente por estes colidirem com os de alguém que por acaso já tinha alguma notoriedade. Ou seja, eu tenho que ir contra mim mesma, contra os meus gostos e vontades, deixar de ser quem sou, porque há pessoas com pouco o que fazer da vida e demasiado preocupadas em levantar celeumas.
Assim como me fica reservado o direito de gostar de trocadilhos e chalaças, ou sequer de gostar e usar palavras que o (teu Deus) Devir tenha usado e que por acaso constam do dicionário. Sacrilégio! Heresia! Lancem-me à fogueira porra! Como ouço eu ter coisas similares com Ele?!

E querida, ninguém está a bater-te. Tenho mais que fazer da minha vida. Porém nunca gostei de deixar conversas a meio.

ladoalado disse...

oh diabo!.. então mas agora é a diferença só pela diferença?! que sentido faz? só porque sim?
mas se a K e o Devir têm semelhante abordagem ou aproximação isso retira mérito ou qualidade a alguém?!

epá então se sim, quero aqui declarar o plágio descarado do Fixação Proibida (quer dizer.. ele tem em singular, eu em plural) do título para os post mais recentes! ah pois é, se não vão lá espreitar dooutroladodomuro!

(brincadeira, vou só uma estratégia de marketing)

ninguém é suficientemente diferente do outro e ninguém é totalmente semelhante.

parabéns à K e ao Devir pelo fantástico trabalho!

Desinformador disse...

Como diz o puto pac: "Toda a gente critica/Toda a gente tem muita pica,
Mas é no blog dos outros que toda a acção fica"

com uma pequena alteração... mas eu deixo o pac usar isto no proximo concerto da doninha!

GaReT disse...

... estar atento...

inata capacidade de reaccao a estimulos...


deixa.las sair sem as rotular...
..
...uma ves rotuladas por ti sebera sempre igual como o monte velho

K disse...

Ladoalado, tu és LINDA, Mulher! És uma SENHORA! CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP

Ah! E ali em cima onde se lê ouço deve ler-se ouso. Maldita dislexia que me vai acompanhar até ao fim da vida. Que raio de sina a minha, chiça!

E Bisc8 tu és livre de ter a opinião que quiseres. Queres pensar que sou uma plagiadora e uma mera cópia? Pensa. Queres gritá-lo aos sete ventos? Grita. Por mim estás à vontade, porque nada nem ninguém me vai impedir de continuar em frente. Em verdade tenho que te agradecer. Fizeste-me reagir, relembrar-me da minha força, e com isso desencadeou-se uns quantos acontecimentos muito bons mesmo. O meu muito obrigada. Nunca o ditado “há males que vêm por bem” me soou tão acertado. Como tal podes dizer o que te aprouver. Eu vou continuar a lutar pelo meu trabalho E isso é definitivamente muito mais importante que qualquer bate-boca improfícuo. Agora com sua licença que eu tenho que me dedicar ao trabalho e não posso perder o meu precioso e escasso tempo com assuntos de somenos importância. Passar bem.

Fui

bisc8 disse...

Eu acho que fui mazinha :[ não quero nada impedir-te de continuar em frente, de seguires o TEU caminho. Confesso até que aquilo que o Desinformador disse é verdade: neste momento, consulto mais o Gatilho do que a Fixação por motivos óbvios de [falta de] actualização... tenho pena mas é a verdade. Fico em pulgas cada vez que aparece um novo espaço sobre a street art na net nacional e encaminho o teu blog para muita gente para mostrar as cenas fixes que andam nas ruas das nossas cidades. Não deixo de achar que podias dar outro formato e outra abordagem mais tua. Não deixo de achar que o Gatilho seria mais à séria com um formato mais teu. Mas se este é mesmo “o teu” e simplesmente coincide com o da Fixação, resta-me aceitar que fiz uma interpretação maliciosa dos factos. Asta. Bisc8.

http://www.youtube.com/watch?v=VfAuFAgHpzc&mode=related&search=

m.ego disse...

Paz! A determinada altura não li mais... já não me recordo em que altura foi... mas terá sido provavelmente quando me veio à cabeça um texto, que eu gostava que tivesse sido da minha autoria, de um amigo... Às tantas devia ter lido tudo até ao fim pois pode ser desadequado coloca-lo aqui... mas depois pensei: epah de qualquer das formas é um excelente texto! Então porque não?

Título: Eu sou mais eu! Pois...

Volta e meia aparece alguém a afirmar-se muito livre. Livre em relação a tudo e a todos. E, usualmente, em relação a alguém bem concreto… é uma afirmação do ego: EU. Eu não sou igual. Eu não sou influenciável. Eu sou diferente. Penso por mim mesmo, sou original. Eu sou eu mesmo… Pois…

É costume serem esses mesmos que também acusam outros de serem “cegos”, seguidores, influenciados, manipulados por X e Y, etc.

E é engraçado que essas mesmas pessoas costumam ser nitidamente influenciados por outrém. Em alguns casos são cópias mal disfarçadas e não assumidas. Deve ser por isso que têm tanta necessidade de afirmar a sua diferença e independência. É por tão nitidamente não a terem…

Bem, no meu caso posso afirmar, tristemente, que não tenho nada de original. E sim, sou influenciável.

Sou influenciável por tudo e todos. Pelos amigos e família. E colegas. E críticos e concorrência. Pelos livros, filmes, conversas, comidas, arquitectura e a puta que pariu.! Tudo o que existe me influência. Toda a natureza, incluindo aí a minha própria natureza nos seus múltiplos aspectos. E a sociedade como um todo. Com todos os seus grupos e subgrupos, políticos, artísticos, religiosos, anti-religiosos, etc. É um universo de influências sem fim! Sou um afectado!

E no entanto sinto-me cada vez a “pensar” mais e melhor. E cada vez mais por mim mesmo!

É interessante que de tanto “pensar” cheguei a conclusão que não só sou influenciável e nada original, mas que, de facto, não existe algo propriamente original! A existência é uma REcriação. Uma REnovação. Uma permanente REactualização da mesma coisa. De uma só coisa, una e integrada. A própria afirmação de que EU sou diferente e independente carece de lógica. Não faz sentido.

Originalidade só se a coisa for vista ao contrário: tudo é sempre novo e espontâneo! Vai dar ao mesmo mas não tem tanta piada, porque aí TUDO (E TODOS) é sempre novo e… não há destaque para o ego na mesma!

Originalidade é apenas dizer ou fazer a mesma coisa de forma diferente. Em outro contexto. Em outro lugar e época. E com cuidado para que ninguém repare! Quando me refiro aos postulados (dogmas, axiomas, verdades, afirmações ou outro nome que lhe queira dar) do uno, integração, re… não digo nada de original.

Resultado: em originalidade sou parco. Muito parco!

E isso quer dizer que tenho um ego muito polido, humilde e controlado? Não, de todo. Adorava ter a sorte e o engenho (e a falta de vergonha) para anunciar ao mundo “novas” verdades e, naturalmente, ser bem recompensado por isso. (Se houver por aí crentes desesperados, desejosos de me eleger profeta, avisem.)

Mas não. Não tenho esse poder. Nem ando à procura dAquela verdade que ainda ninguém descobriu. Aquela definitiva. Absoluta acerca de tudo e de qualquer coisa. Não tenho pretensões a ser primeiro… o mensageiro salvador! Uma pretensão que fascina e obceca a tantos.

Na realidade sou apenas mais um no meio de muitos outros a fazer o mesmo que todos sempre fizerem: a existir. E, feliz ou infelizmente, estou consciente disso.

Ora porra!

Bem, pelo menos não me sinto neuroticamente mal por reparar, a cada nova “revelação” que afinal havia outra… E até sabe bem concordar. Encontrar pontos de união. Encontrar pessoas que pensam e querem o mesmo. Estar junto.

E para falar a verdade não me julgo menos “eu mesmo” por isso!

K disse...

m.ego, não é nada desadequado, antes pelo contrário. É uma honra ter esse texto no meu blog. Já o havia lido e comentado no teu. Adorei-o, simplesmente, talvez por me ter identificado com ele. E quer acredites ou não, foi das primeiras coisas que me vieram à cabeça quando li o primeiro comentário da Bisc8. Porque o que nos toca deixa marca.

O meu muito obrigada pelo oportuno copy-paste. Bem hajas.

(às vezes o mundo parece mágico; às vezes surpreendo-me como é que as coisas acabam por vir até nós)

ladoalado disse...

K: também sofro de dislexia..!

e o mundo É mágico e mais dia menos dia cruzamo-nos TODOS porque todos somos UM SÓ!

m.ego: como não identificaste o autor dessa 'fantástica lucidez'... aqui fica a morada de um dos cantinhos dele:

http://mrtonyswasthyatales.blogspot.com/

K9 disse...

Shoot...

Devir disse...

Mr. Ego: Andava á sua procura. Apareça. Diga coisas. É bom conhecer o ego. Senti-lo, identifica-lo e avalia-lo. Brincar com ele[s], baralhar e voltar a dar. Um luxo pleno de vida e [r]evolução. Bem bom bébé.

***

Antes de fazer o !past! e muito rapidinho deixem-me só lembrar uma coisa... A foto. O trabalho que alguém fez em "Zaragosa" e que também a Srª K agarrou. No que deu? O que gerou? Ao que levou? Catita não é? Pois foi. Será que quem o fez teve a consciência disto? No que se terá baseado? Qual realmente a mensagem que queria passar. Ou estava-se a cagar? Os escorridos que escorrem. As galerias vazias. Ocultava algo ou estava louco para gritar: -estou aqui. Existo e esta é a minha visão, o meu contributo, o meu reflexo! Talento e energia em prol de algo em que se acredita e se diz pintando para toda a gente.
... e através um stencil gigante a duas cores full extras! Props to Mr. NOAZ (parece). RESPECT!

Será que ainda lá está ou já foi apagado?

ps: acham que um copy-past em poster destes comments todos largado nas avenidas era nice? Tipo há frente de outra cena qualquer ou já feito? Em courier NEW bold 21 ficava nito...

mocotómocotócavalinhomocotó.

Desinformador disse...

Boa sugestão do Devir, há por aí muitas paredes a pedir para serem decoradas, pelo menos sempre se dava outra cor, aparência e alegria à cidade.

Anónimo disse...

Tricas de rabos de saias e mr Devir

Cheira-me a ciúme...

Continuação de boa arte K

Padre Crescêncio Serafim disse...

Num sejam assim que vos faz mal. Abracem-se sem medo ou receio. O amor do irmão, o calor da amizade, a interacção dos artistas é absolutamente louvável. Oremos...

Mr.D disse...

A distância que vai do activo em termos de intervenção urbana ao activo em termos de registo dessa mesma intervenção pauta-se justamente por este tipo de conflito.
E é simples: quem corre riscos significativos para que alguém, descansadamente, possa escolher o melhor ângulo e momento para fotografar, motiva e incita qualquer iniciativa que promova a arte de rua.
Se tem layout rosa ás bolinhas e textos a verde alface, que tenha.
Se é igual ou idêntico ao biscoito ou à bolacha água e sal, que seja.
Há sempre quem julgue ser mais e melhor do que alguém, e que se esqueça que mesmo de uma forma indirecta acaba por prejudicar a essência do seu trabalho...que só existe porque alguém agiu primeiro.
Faz-me lembrar alguém que, com uma "paixão intensa" pelo graffiti e street art há um ano, me acusou de não fazer as coisas por "amor à camisola" quando rejeitei colaborar com algo que não dignificava a arte urbana.
Pena que personalidades e trabalhos como os da K rareiem.
Pena que personalidades e atitudes biscoitistas sejam cada vez mais banais.
Na arte, como em tudo, aproveitam-se migalhas..mas deita-se fora o pão.
Saudações artísticas.

aiphos disse...

Muitíssimo atrasada a este debate chego, mas sempre em boa hora.
Antes de mais, Viva a Liberdade de Expressão!
Quanto ao texto deixado pelo M.Ego, deixo-me afectar pela visão subjectiva de um eu que se influencia a cada contribuição artística, social, cultural, política, histórica, etc.
Já por ossos do ofício me corria um pouco nas veias o facciosismo a que desde cedo fui exposta, mas como dizia essa sábia senhora facciosa, vivemos (em) nós mesmos numa democracia dictatorial. Assim, as ideias que agora circulam como vento à solta pelo país, não são mais do que o acumular de tendências, olhares, sensações, intimidações, reflexos, repetições. A História faz-se a cada passo. A cada linha (Re)escrita.
E Renova-se em ciclos repetidos de passados monocromáticos, desde o preto e branco à cor.

Mas não dispersando muito, vim aqui dizer que também eu sou contestatária, revoltada com a apropriação do que não é nosso.
Mas isto não quer dizer que não possamos deixar influenciar pelo que é bom, essêncial, assistemático, urbano, libertino e criativo.
Assim, como qualquer outra influência, esta é uma boa forma de perpetuar o que nas ruas há de melhor.
Sej aolhado pela K. Pelo Devir. Por mim ou por ti.
Há que abrir a pestana e começar a ver.
E parafraseando um outro "influenciado":

"(...)Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara(...)"
José Saramago

O que interessa é acima de tudo o efeito que a Arte surte nos demais.
Assim, aqui está um belíssimo exemplo do que ela pode influenciar.
Pensamentos. Opiniões. Comments.

Pela Arte, um bem haja a todos.

Anónimo disse...

Aprendi muito