16 fevereiro 2007

NAsombra

Ao Batalha, Porto


Há dias em que duvido. Dias em que as certezas se esfumam e me sinto no meio de uma encruzilhada desfocada. Dias em só quero paz e que sinto não ter pachorra para todos os ruídos, sedes de protagonismo e jogos de aparências. Dias em que não consigo abstrair-me, em que a mesquinhez do mundo dói. Contudo há dias, em todos os dias, em que não desisto. E depois ele há dias em que a própria vida se encarrega de me voltar a pôr no caminho. Em que começo o dia com um mail de um autor de um dos trabalhos que mais gosto (sim, este post também é para ti), e o termino a cruzar-me com um dos nomes conceituados da praça, perdendo a noção do tempo em amena cavaqueira. E repentinamente tudo volta a fazer sentido, todas as peças se encaixam. Porque para mim não vale a pena se não houver a interacção com as pessoas, se não puder dar de mim, se não puder aumentar conhecimentos, trocar experiências, aprender e crescer. Porque o importante, a par dos trabalhos - o deles, e o meu – são as pessoas. Por aquilo que elas são. Por aquilo que podemos enriquecer com elas. E não pelo que aparentam ser ou o lugar que ocupam.

3 comentários:

doc disse...

hei.um obrigado, e claro nao poderia deixar de comentar este lindo texto,assim como todas as tuas qualidades fotograficas em saber bem captar o momento/ angulo certo/etc,. assim que quiseres diz algo para fazermos uma visita a viana , ate tentar fazer la uma missao, era deverás interssante. yo streets rules hehe

Herlander Banza disse...

É isso mesmo, minha querida cliente. Com prudência e muita determinação conseguirá chegar lá sem problemas. Um respeitoso do aperto de mão do seu gestor de conta.

hole in my vein disse...

realmente há dias assim.... infelizmente mais do que o suposto...