03 setembro 2006

Solo

Avenida de França, 9 de Abril de 2006 às 19h10


Apaixonei-me por esta frase desde o primeiro momento que me cruzei com ela. Quando me deparei com os cartazes colados lado a lado em extensão e com a frase em destaque soube que tinha que fotografá-los com alguém a passar. No entanto, a correria do dia-a-dia e os locais por onde passava em que os havia não proporcionavam a mesma. Quase perdi a esperança quando naquele domingo em que saí para uma sessão fotográfica (a mesma que deu esta e esta – e mais algumas) vi a derradeira oportunidade na Av. de França. Posicionei-me no passeio oposto, à espera, e ao olhar o lcd lá estava ele, o homem estátua com quem já me cruzei tantas vezes e a quem chamo mimo em virtude da cara pintada de branco, surgido repentinamente do nada como que por magia. Só tive tempo de premir o gatilho. He made my day!

6 comentários:

Isabel disse...

Via sempre este mimo à sexta feira à noite quando vinha de autocarro para a Casa da Música na Praça da Galiza.

astropastor disse...

O conceito da foto está sublime. No entanto deixa a sensação que "sabe a pouco". Não sei bem explicar porquê...

sociedade anonima disse...

o que sabe a pouco é talvez a resolução da foto. adorava tê-la em high-res, dava um excelente poster para um canto da casa que eu cá sei.

depois, é incrível, até ler o texto achava que o homem era uma colagem sobre os cartazes... talvez por causa do B&W máximo contraste, da roupa, da cara não natural

K disse...

A resolução máxima guardo sempre para mim ;) mas quem sabe?...

The_Player disse...

Como prometido exprimentei deixar uma mensagem...

Escolhi esta foto porque como ja te tinha dito adoro-a!
O que mais me marcou nela ao 1º olhar foi o termo solidão escrito tantas vezes ou seja em contradição com o seu proprio significado e a seguir essa personagem que nos vem confortar nesse sentimento de "irreal" ou de contradição...

Desinformador disse...

é um estranho contraste sem dúvida, e a palavra chave anula-se realmente tornando-se inconsequente!

a primeira sensação, sem ler o texto, e ao ver o homem a passar, foi no mínimo estranha. não sei porquê, mas associei-o ao 'tin man' o homem da lata, talvez pelo ar aparentemente sinistro. Em português é uma expressão que não existe, mas no calão inglês, refere-se aos consumidores de heroína, não via intra-venosa, mas através da prata, vulgo chinhesa... ainda por cima, para lá da solidão, salta à vista os campos de algodão, o que me leva imediatamente para os campos de papoilas...

é uma foto muito... subversiva... há falta de melhor palavra...