27 setembro 2006

Memórias

Tv. da Cedofeita, Porto


Foi na Travessa da Cedofeita, uma das mecas de arte urbana na cidade invicta, que aprendi a ficar fixada. Hoje, ao voltar para casa, deparei com a parede lateral do edifício que antes albergava a Zara, e que ocupa cerca de dois terços de uns dos lados da dita travessa, pintadinha de fresco. É certo que eu, mera observadora, achava que aquilo já estava caótico e que havia perdido parte do interesse. Porém quedei embasbacada, pasmada com tamanha limpeza. Restam os que estão na pedra, que presumo leve tratamento idêntico. Estes são alguns dos muitos stencils que lá se encontravam.


Meus queridos, há uma parede novinha em folha para pintar!


(eu puxo a brasa à minha sardinha, ou seja, ao meu gosto, e peço stencils. bons. prometo fotografá-los.)

10 comentários:

merdinhas disse...

Entre as do ano passado e as deste ano também tenho todos esses registos.

E como alguém comentou depois de eu referir o sucedido a Trvessa da Cedofeita foi APAGADA e não pintada.

K disse...

Vai na volta até tens mais do que eu...

Sim, apagada é uma outra maneira de ver as coisas, embora a Tv. da Cedofeita não tenha sido totalmente apagada...ok, grande parte. Eu prefiro ver como um ciclo, uma renovação. E como tudo é efémero o apagão não há-de demorar muito tempo. Espero eu. Mas poupem-me dos tags!

Desinformador disse...

Não te esqueças de convidar a RTP... afinal de contas ainda tens 14m59s990 de crédito nos teus 15m de fama... ;)

andrezero disse...

:-) isso assim, de 10 em 10 milésimas..., rende uma vida inteira de fama... (quanto é que isso dá em frames? 25*60*15...)

quanto aos tags, meus irmãos, vão-se catar... anda para aí um "movimento anti-tag" muito perigoso...

é que se não forem os tags (os putos e os vândalos) a abrir o caminho, dificilmente os artistas vão atacar paredes limpas

pensem nisso, sim?

K disse...

Não concordo de todo contigo, pelo que tenho fotografado e por algumas pessoas que conheço do meio. Isso até pode funcionar para o graffiti, mas não tanto para o stencil. Se reparares neste conjunto de fotografias não vês tags e a maioria surgiu depois. Também tens como exemplo o primeiro pescador que fotografei (e mais uns quantos depois) que apareceu numa parede limpa. E as intervenções não têm que ser obrigatoriamente nas paredes. E os artistas não precisam de outros incentivos além da sua própria motivação e criatividade. Não considero que a arte urbana tenha que subsistir à custa de tags.

Devir disse...

A street art. E meus amigos, é do que estamos todos a falar, é uma celebração da liberdade de expressão. Neste contexto, eu acho que todo e qualquer manifestação, mais ou menos hébria, mais ou menos estética, é válida. É verdade que os tags em alguns casos abrem precedências. Nem sempre. Não nos podemos esquecer de que um tag demora 5 segundos a fazer, e um stencil para além do conceito e planeamento, design, impressão, corte e respectiva pintura demora um bocado mais... O que acho, é que deve de haver respeito. Sensibilidade em prol de um equilíbrio estético. Ou não.

O repto da Miss Spit é giro. Mas, e ela sabe bem porquê, eu lanço-lhe outro: Corta e PINTA TU!

Beijos e Abraços

K disse...

Agora é que me lixaste! Embora eu já tenha pensado no assunto...mas sabes como é, sou verdinha...não tinhas que vir dizer isso para aqui!;p

E obrigada pelo teu bom senso. Sabes que eu sou mais extremista neste questão dos tags, talvez por ser uma mera observadora e ter uma maior sensibilidade quanto ao aspecto visual e estético.

zamotanaiv disse...

Vamos já a correr para o Porto, aqui à tempos tivemos aí na travessa uma boa sessão, temos que repetir a dose com material novo. E faze-lo antes dos tags!
Beijos a todos

K disse...

Epá quando vieres avisa. Já há lá uns rabiscos que ainda não entendi mto bem...numa rua tão pouco movimentada era difícil a parede ficar imaculada durante mto tempo...

Picasso disse...

Uma celebração da liberdade de expressão à conta de conspurcação dos espaços (paredes) dos outros. Tá certo, viva então a liberdade de expressão.