25 agosto 2006

Preso no tempo

Jardim do Torel, Lisboa
Encontrei no Jardim do Torel uma das mais deliciosas intervenções com que já me cruzei. Dois caminhos pintados no chão ao longo do jardim, um feminino e outro masculino, com respectivas "pés" e intercalados pelos seus mais secretos pensamentos, quase tornando palpáveis estas personagens imaginárias. Conta-se assim uma história inacabada que nos embala na imaginação e nos faz imaginar as suas vidas. A ver.

4 comentários:

B|g EyE F|sH disse...

e cruzaram.se? ou cada um segui o seu caminho?

K disse...

Isso és tu que tens que imaginar. Os caminhos chegam a cruzar-se. Mas será que se viram? Que se aperceberam da presença um do outro? Será que foi na mesma altura? Há milhões de perguntas que podem ser feitas...

nani disse...

Claro que sim! Claro que se cruzaram! E mais do que darem pela presença um do outro, esse encontro iria para sempre mudar o curso das suas vidas. Ele nunca tinha visto mulher tão no limite da perfeição e da estranheza e ela procurava alguém que a arrancasse da monotonia em que se tornara a sua vida – nem que para isso tivesse que arriscar um passeio com um desconhecido – mas no fundo não é o que somos todos? Desconhecidos?

K disse...

Ó mulher, és uma sonhadora! (já não me sinto tão sozinha...;p)

Adorei a tua versão da história. Linda!

(e sim, até nos conhecermos somos todos desconhecidos)