13 junho 2006

Ângulos controVersos

Casa da Música, Porto
A Casa da Música causou polémica por variadíssimas razões, incluindo o atraso nas obras e a gritante derrapagem financeira (para mim, escandaloso, foi ainda a terem fechado para melhoramento acústico, num edifício que supostamente o devia ter na perfeição). Arquitectonicamente divide opiniões. Eu acho-o fascinante, no entanto considero que foi plantado no local errado. Aquilo não tem jeito nenhum na Rotunda da Boavista. Digo eu…

3 comentários:

Milocas disse...

lol em fotografias aéreas parece que deixaste cair um bloco gigante no meio da cidadezinha bonitinha dos legos :P
Mas enfim, o progresso é sempre lento e nunca consensual. Sem entrar em grandes discussões, pq n tou pra isso, mas daqui a uns anos valentes, será a casa da música a parecer obsoleta no meio de uma nova cidade de legos (claro que tens que imaginar isto como uma visão fortemente futurista!) LOL

Mas afinal o que importa aqui é que gostei da perspectiva da foto! o resto é conversa ;)

Desinformador disse...

Por mim, está fantasticamente colocado! Com as rotundas que nasceram a torto e a direito em cidades, vilas e aldeias deste portugal, e como é obrigatório plantar lá qualquer coisa... Uma fontes era óbivo; estátuas, estão muito muito batidas...

Então porque não, literalmente, uma casa da música?

Não é bem dentro da rotunda, mas é ao lado... foi uma mera falha técnica... que um dia destes os serviços técnicos da Cãmara do Porto ainda reparam. Afinal de contas, até recomeçaram a pagar o subsídio noturno aos almeidas... por isso, vão ter de os pôr a fazer algumas coisa...

errrrrrr... o post é o sobre o quê mesmo???

andrezero disse...

Pois, o post era sobre o quê, mesmo??

A foto? linda!

A casa da música? estranha, muito mesmo. engraçada essa perspectiva do bloco. eu e os meus colegas de trabalho trabalhamos na obra (no estacionamento) e chamavamos-lhe exactamente:

da rock

quanto ao som....

sabe-se que por mais ciência que se use num projecto é impossível prever com exactidão o comportamento acústico de uma sala daquela dimensão, o máximo que se pode conseguir é uma sala que não dificulte, que não coloque desafios demasiado complicados (ccb, por exemplo).

Mas, felixmente, existe tecnologia suficiente para analisar os fenómenos num espaço já existente e calcular as "correcções" a fazer... peças reflectores e absorventes, de vários materiais, são colocadas nos sítios exactos por forma a obter a acústica perfeita (se bem que há sempre critérios subjectivos na definição do som da sala, uma certa estética pessoa envolvida).

Se o fecho da sala não implicou cancelamento de espctáculos (e acima de tudo se não implicou adjudicação de "trabalhos a mais") não vejo mal nenhum nas melhorias.