Domingo, 5 de Julho de 2009

Dezperado

Breyner 85
Rua do Breyner, Porto
Ontem




Desesperada fiquei eu hoje, ainda nem uma hora se tinha passado no novo dia que entrava, quando, na minha habitual letargia e reflexos de moribunda, vi o meu disco rígido externo cair da mesa em direcção ao chão de tijoleira, após o meu gato se ter acomodado atrás do portátil que é sempre um local aprazível para quem é mais friorento do que eu. Ainda sem que me tivesse inteirado de toda a tragédia que se avizinhava, e depois de ter seguido com a cabeça a trajectória descendente do baú informático, eis que finalmente me digno a levantar o cu do banco e a dobrar-me sobre o meu estimado – e de estimação - pneu michelin para apanhar o disco e recolocá-lo em cima da mesa (afianço-vos que tudo isto se passou em câmara lenta e ainda agora consigo ver a cena diante destes olhinhos que as chamas hão-de carbonizar!).
Aparentemente já me encontrava em estado de choque pois nem consegui reclamar com a besta obesa e mimada que é o paneleiro do meu gato. Do estado de choque ao estado de pânico, num ininterrupto ai-meu-deus!-ai-meu-deus!-ai-meu-deus!, foi um estantinho quando dou conta que o portátil não reconhece o dispositivo (como penso já ser de vosso conhecimento deus nunca aparece quando necessário e comigo chega a ter um a relação a roçar o mórbido; a minha sorte – ou azar! - é não acreditar nele). Levanto as mãos à cabeça quando me lembro de todas as cópias de segurança que nunca fiz e vejo todo o meu trabalho a ser sugado por um buraco negro enquanto me prostro mortificada, como quem sabe que a morte está próxima e vê toda a sua vida desfilar diante dos olhos, sendo que no meu caso eram milhares e milhares de fotografias que se esfumavam sem deixar rasto. É então que na minha cabeça começam a deslindar personagens na tentativa de encontrar um paramédico informático de confiança e rapidamente chego ao nome de quem me ajudou na compra do portátil. Dado a hora tardia, e sendo eu uma menina educada, ainda ponderei se não seria melhor deixar o pedido de auxílio para a manhã, porém o desespero falou mais alto e envio-lhe uma mensagem com muitos caracteres a explicar a situação mas que poderia ser traduzida numa única e pequena palavra como quem anuncia o fim do mundo: SOCORRO! Ele, na sua infinita bondade e paciência, estando acordado, telefona-me; e na sua infinita bondade e paciência, naquele tom de voz de quem está sempre muito calmo e em muita paz, faz questão de imediato me familiarizar com o pior cenário possível, assim como quem corta as perninhas à esperança, não fosse eu começar a voar demasiado alto nos meus delírios fantasiosos, mas sem que a matasse de todo o que me levou, num gesto do mais puro e visceral desespero, e numa vã tentativa de subornar o destino, a oferecer-lhe uma grade de cervejas caso conseguisse salvar os dados da minha caixa negra.
Foi assim que entrei no estado de catatonia, de quem tem que esperar pelo dia seguinte para saber um resultado de um importante exame de saúde mas que mais não pode fazer do que esperar. De tal modo em catatonia me encontrava que inclusive afaguei o obeso paneleiro do meu gato quando me deitei, não lhe conseguindo culpar pela tragédia que vivia, conquanto pensasse que um estufadinho de coelho vinha mesmo a calhar. Em catatonia adormeci e em catatonia me levantei, e à tarde, em catatonia e de coração nas mãos e politraumatizado na carteira, lá fui eu para a delicada intervenção e derradeiro diagnóstico.
Do estado de catatonia passámos ao estado nervosinha, e do desespero passámos à aflição, e era ver-me cá e lá, entre uma divisão e outra, não conseguindo manter-me na sala de operações durante muito tempo sem que sentisse que a histeria tomaria conta de mim, preferindo ficar nos entretantos na cozinha a olhar o relógio à espera que me viessem dar a notícia. Não obstante todo este meu frenesim, acabei por estar presente na hora da ressurreição, enquanto eu sorria radiosamente e vozes celestiais entoavam aleluia, embora de forma tímida na incerteza do tempo da frágil vida do disco agora despido e na incerteza do que se poderia salvar. Ainda fiquei ali um pouco, a ouvir-lhe os lamentos das dificuldades em bombear a informação, porém não assisti ao término das operações, pela necessidade de relaxar momentaneamente o meu contraído coração e mentalizar-me, enquanto me morre o sorriso nos lábios, que terei mais uma despesa a juntar a todas as despesas que este ano já comporta, principalmente àquelas que advêm da minha própria irresponsabilidade.
Resta saber se aprendo alguma coisa com isto, pois conhecendo-me como me conheço, provavelmente uma bigorna na cabeça não seria mal pensado!



(não é certo que consiga recolher todos os dados intactos, mas alguma coisa é melhor que nada!)

Sábado, 4 de Julho de 2009

esquisso

Praga
Junho 2009

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

♥ collector

Praga
Junho 2009

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Praga
Junho 2009

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

WindoW

Praga
Junho 2009

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Praga
Junho 2009

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Sleep Tight

Parque Natural da Senhora do Salto, Gondomar
Abril 2009

Etiquetas: , ,

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Planeta Alienado
Setembro 2008

Etiquetas:

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Street Cat

Praga
Junho 2009

Domingo, 21 de Junho de 2009

Praga
Junho 2009

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Praga
Junho 2009

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Relaxing

Praga
Junho 2009

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

running away

Praga
Junho 2009

Domingo, 14 de Junho de 2009

Praha

Praga
Junho 2009

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Lugares Perfeitos

Praga
Hoje

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Walk this Way

Praga, República Checa
Ontem



Apontamento a reter: minimizar fotografias com o picture manager dá bosta na certa! Depois alteramos isto.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Jogos

Parque Natural da Senhora do Salto, Gondomar
Abril 2009

Etiquetas: , ,

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Príncipe não incluído (nem necessário)

Firenze, Itália
Maio 2009

Etiquetas: , ,

Domingo, 31 de Maio de 2009

Cheirou a Lisboa

Lisboa
Abril 2009



Cheirou a uma viagem sempre aprazível na companhia da família lontro; cheirou a navalheiras; cheirou a chamuças, a garlic naan, a achar de manga, a caril de camarão, a arroz basmati, a Planalto fresquinho e bebimka; cheirou a um meio de tarde afogada em ginjinhas e eduardinos na Ginjinha Sem Rival nas Portas de Santo Antão na companhia da progenitora e de um casal amigo, a quem ainda se juntou a irmã da progenitora, grupo pouco aconselhável a pessoas com uma reputação a manter e um bom nome a defender; cheirou a um resto de tarde eufórica a chatear o meu par de jarras predilecto e em amena cavaqueira com uma das gémeas com arte a correr nas veias; cheirou a uma ressaquinha que chegou lá para as 21h30; cheirou a um jantar descansado na companhia de amigos em que emborquei coca-cola como se não houvesse amanhã - vá-se lá saber porquê; cheirou a músicas de Ornatos ouvidas em modo repeat enquanto cavalgava o Tejo; cheirou a um sentimento arrebatador de vitória de mais um passo dado e uma vontade imensa de abraçar os amigos com sorriso rasgado de felicidade enquanto se diria "consegui!"; cheirou a pés enterrados na areia, a ténis de praia e uma fome não saciada de um mergulho no mar por incompatibilidade com a temperatura na água; cheirou a polvo no forno com batatas a murro; cheirou a prenda de aniversário antecipada da minha querida Neka em formato de circo de sol a provar que não são preciso animais para se conseguir um bom espectáculo e a comprovar que eu continuo uma criança que adora palhaçadas; cheirou a uma viagem sonolenta de regresso com a boca aberta mas sem baba; cheirou a uma casa que se encontra meio caótica graças ao paneleiro do meu gato; enfim, cheirou a vida.

Etiquetas:

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Aloquetes aos molhos

Firenze, Itália
Maio 2009

Etiquetas: , ,

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

double

Toscana? Umbria?, Itália
Maio 2009

Etiquetas: , ,

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Há 4 semanas acordei aqui

Novole
Toscana, Itália
Abril 2009

Etiquetas: , ,

Domingo, 24 de Maio de 2009

ontem foi só um dia

Arruda dos Vinhos
Abril 2009




Sexta-feira aqui o tasco fez três anos de existência. Não me esqueci, em parte devido à oportuna lembrança do meu caro Des umas semanas antes, porém não fez sentido celebrar. Não que não me sinta orgulhosa do trabalho feito, da evolução que sinto em mim – apesar de estar longe da desejada que a letargia é uma coisa lixada - e de continuar a manter activo e actualizado o blog. Não é de todo perfeito, contudo é parte de mim e muitas vezes espelha o meu humor e o que me vai na alma. É também o meu canto, lugar de encontros e animadas tertúlias que já me deu a conhecer tantas pessoas e como tal tenho-lhe uma estima genuína. Simplesmente cada vez menos faz sentido a celebração de datas, pois tenho para mim que a celebração deve ser diária e cada dia que passamos e vencemos merece ser comemorado.
Hoje, por exemplo, a minha vitória foi ter conseguido montar sozinha uma estante do Ikea - tarefa que não é indubitavelmente para todas. Tinha eu pensado em libertar a gaja que há em mim a contrariar a pequena camionista que sou, pintando as unhas daquele vermelho vivo que dá ganas de as cravar numas nalgas, e ao invés disso acabei por libertar o trolha que há em mim, dedicando-me e a esse belíssimo passatempo que é a bricolage, o que, convenhamos, é uma actividade deveras interessante para se levar a cabo num serão de domingo (e com isto descubro que a palavra nalga existe mesmo e que significa efectivamente nádega – palavra de Priberam!!).
Tinha já aqui a estante encaixotada há uma semana e tal à espera de uma alma caridosa que me prestasse pronto auxílio, ou seja, um homem que fizesse o trabalho sujo por mim, quando por sugestão da minha querida e excelsa Neka decido abrir a porra da caixa para espreitar as instruções e ver as ferramentas necessárias. Pois sim, que as instruções são simples e tudo me pareceu fácil, afinal é só encaixar peças, e pus bravamente mãos à obra. Mãos e o resto do corpinho, que aquilo foi ao murro, a joelhadas e a todo o peso que pudesse colocar para encaixar a porra das peças! Ainda fui orgulhosamente feliz buscar as minhas ferramentas (sim, eu tenho variedade considerável de ferramentas e o meu sonho é ter um berbequim e esburacar paredes), para depois descobrir que afinal a ferramentazinha em questão até vem com o resto das peças, numa demonstração cabal da minha tarouquice, e que o que me faltava mesmo era a força necessária para tal empreitada. Foi assim que, à terceira peça, me apercebi que a montagem não seria tão fácil e pacífica como tinha imaginado. Ainda enviei uma mensagem desesperada ao amigo alienado que mora ao virar da esquina, todavia sem nunca desistir que eu gosto de provar que consigo ser muito macho (ele também não respondeu, portanto não me restava alternativa). Era ver-me qual verdadeiro trolha, de tronco nu a bufar em volta do móvel e a emanar esse estonteante odor a cavalo, com a diferença de trajar aquela peça de vestuário que suporta as mamas - coisa que calculo que a maioria dos trolhas não use, pelo menos no local de trabalho. Ele foi virar e revirar estante, ele foi marteladas, ele foi, como supracitado, murros e joelhadas, ele foi pensar que os homens sempre têm alguma funcionalidade e que me estava mesmo a dar jeito um, e uma teimosia obstinada em como, na épica e terrorífica batalha que se desenrolava entre mim e a estante, eu sairia vitoriosa. E saí! Eis que passado duas intermináveis horas, com alguns forçosos intervalos para recuperar as forças e o fôlego , a sentir as costas e os bracinhos completamente doridos e a mão direita quase em ferida - e ainda com receio que me tivesse parado a digestão do chá das 5 very british em que comi e bebi que nem uma marabunta - a estante ficou finalmente montada! E como em tudo o que é montagem, amanhã não me mexerei com as dores – mas estarei decerto muito feliz!



P.S.: este texto, na minha perspectiva, está aquém do que poderia ser, contudo, após o esforço efectuado, os meus dois neurónios negaram-se a qualquer cooperação na sua redacção, recolhendo-se preguiçosamente para um descanso mais que merecido - algo que farei igualmente de seguida.


Adenda: entretanto percebi finalmente parte da sinalética do manual de instruções, que os suecos pelos vistos gostam de poupar nas palavras, e que traduzido à letra significa qualquer coisa como "não seja estúpido a querer montar esta merda sozinho e arranje ajuda de uma segunda pessoa!" - só achei desnecessária a sinalética "se não entender um corno telefone-nos a pedir esclarecimentos"; mas o que raio não há a perceber ali?!

Etiquetas:

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

de Ficção

Rua de Santa Teresa, Porto
Maio 2009

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

traces of faces

Difusor
Barcelona
Junho 2007



Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Mi piace

Siena, Itália
Abril 2009

Etiquetas:

Domingo, 17 de Maio de 2009

Caminhando

Lago Trasimeno - Umbria, Itália
Abril 2009


Este fim-de-semana gostei de viver o meu lar mais leve (ou seja, com menos merda inútil acumulada) e ligeiramente redecorado; de receber um abraço grátis em plena Santa Catarina a lembrar que é tão fácil mimarmo-nos uns os outros e que deveriamos viver em menos desconfiança; de redescobrir a minha casa de sandes predilecta que oportunamente reapareceu em Portugal e para meu gáudio abriu em plena baixa portuense (agora é rezar a todos os santinhos que não feche!); de me divertir a ver um programa popularucho na televisão apenas pelo gozo da crítica mordaz - o mau às vezes é muito bom; de rever em parte o filme Snatch e de gargalhar estupidamente na sequência de acontecimentos improváveis na cena do assalto à casa de apostas - lindo lindo lindo!; de voltar a cantar aquelas poucas canções que eu consigo não estragar muito; de confirmar mais uma vez que as pessoas entram na nossa vida por alguma razão e que é com elas, e através delas, que aprendemos e crescemos - ou isso sou eu que tenho que encontrar sentido em tudo; de me sentir mais equilibrada e racional, e relembrar-me que a vida se faz caminhando.

Sábado, 16 de Maio de 2009

Usar em caso de emergência

Lisboa
Abril 2009

Etiquetas: , ,

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Temporal

Lago Trasimeno - Umbria, Itália
Maio 2009

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

tarefa hercúlea

Siena, Itália
Abril 2009


Nunca eu comi um gelado tão grande - e tão barato - na minha vida! A bolacha é que era uma treta. Mas também quando lá cheguei já eu estava farta de gelado até ao tutano!

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Crazy Rabbit

Monte del Lago-Umbria, Itália
Maio 2009



sim queridos, aquilo é um lago. imenso, a perder de vista. a primeira vez que o vi foi ao virar de uma curva. escusado será dizer que fiquei arrebatadamente boquiaberta. a Itália, nas suas estradas ondulantes, tem destas coisas, viramos uma curva e damos com qualquer paisagem que nos surpreende e delicia. ou então sou eu que, qual criança, se continua a deslumbrar com tudo.

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Não me importava de acordar aqui todos os dias...

Toscana, Itália
Maio 2009



...no campo aberto defronte da casa de amigos de amigos...ai que suspiro!
(entenda-se por campo aberto o quintalzinho da própria casa onde cães, gatos e galináceos passeavam ociosamente - e outros bicharocos também mas aí já comecei aos berros)

Domingo, 26 de Abril de 2009

Sweets for my Sweets

Hamburgo
Junho 2008




A menina que diz não ser constante decidiu agraciar-me com um prémio, num texto a que chamou, e muito bem, A tesão da blogosfera. Ora, eu não sou muito gaja dada a estas coisas dos prémios, nem aqui o tasco se coaduna com isso, contudo tesão é uma palavra deliciosa que sempre apreciei e que nos enche a boca. Literalmente. E assim, subvertendo ligeiramente as regras, ela deu o prémios às pessoas, e pelas pessoas, e não tanto pelo conteúdo do blogue. E eu gostei. Porque afinal são as pessoas com quem nos cruzamos, que nos marcam, com quem aprendemos e crescemos, seja por muito ou pouco tempo, que nos dão tesão para a vida. Ou isso sou eu que gosto genuinamente de pessoas. A blogosfera, na sua imensa manta de retalhos de identidades, dá tesão que não mais acaba para descobrir e conhecer pessoas. Mas isso talvez seja eu que gosto genuinamente de pessoas. De as descobrir e conhecer. Porque todas as pessoas são únicas e um mundo inteiro de gente.

Posto isto, e subvertendo ainda mais as regras, ou seja, fazendo isto completamente à minha maneira, que eu cá e lá sou do contra, não vou entregar prémios, vou antes prestar uma pequena mas sentida homenagem a todas as pessoas que habitam o meu coração e que têm blogues ou outro qualquer espaço virtual à distância de um click. Se alguns apenas conheço virtualmente, muitos já ultrapassaram essa barreira etérea para entrarem na vida real. Se com uns estive apenas uma ou outra vez e o contacto é maioritariamente não presencial, e com outros me cruze ocasionalmente, outros há muito são companheiros de aventuras e desventuras. Depois há ainda as pessoas que já vêm de outras épocas, outras paisagens e outras vidas virtuais, ou que, não sendo directamente pelo blogue, conheci devido à temática tantas vezes abordada.

E como eu cá e lá sou do contra, e sou dada à chalaça, também não vou pôr links e nem serei de todo óbvia (ou sim!) que eu gosto de vos ver a descobrir quem são.

A ti que dizes não ter constância e que sem te conhecer te gosto tanto; àquele que seria provavelmente o homem da minha vida não fosse casado e pai de filho – é o que se chama chegar tarde!; ao meu querido amigo alienado com quem partilho tantos pedaços de vida;
ao meu maninho cósmico do coração de quem tenho tantas saudades; ao tresloucado que deseja ser loiro e que parece que conheço há uma vida; aos 3 da vida airada, o ex-militante do PP, o que tem uns stresses com o pessoal por causa de umas cenas e aquele que bem poderia ser uma versão minha no masculino, comparsa de tantas noites, madrugadas e por vezes manhãs de extrema folia – e tardes de preguiça ao sol!; às minhas gémeas com arte a correr nas veias; à minha bziña do coração e catsitter com quem ando às turras mas que adoro (e que faz uns panadinhos divinais!); ao senhor gourmet, e a toda a família feliz (obrigada por me fazerem sentir em casa!), que me deu a conhecer tantos aromas e paladares e tem contribuído regularmente para o meu aumento de peso e agravamento dos índices hematológicos; a essas duas personagens que adoro ler e que já não consigo desemparelhar (desculpem lá qualquer coisinha que eu sei que vocês não gostam dessas intimidades), a menina gaiata e refilona que vive com os cornos na boca (salvo seja) e o gajo que tem a mania de ser uma besta mas que não convence ninguém; ao meu par de jarras predilecto e que são piores que gajas no que toca ao calçado; aos que nos oferecem os corações, o senhor positivo com quem partilho lanches e longas conversas e o senhor que é tão personagem como as personagens que cria; ao alvo que eu carinhosamente apelidei de leitãozinho e com quem me rio tanto (parvo!); ao meu padrinho lomográfico que me vai levar à bancarrota; ao que gosta de desinformar e é o gajo mais teimoso que conheço; ao que escreve ao contrário e me deve uma garrafa de vinho com quem as conversas são efectivamente como cerejas; à alma mais colorida e bonita que eu já vi a tentar trepar uma varanda; à menina dos gatos que tem uma fixação com o número cinquenta e três e fotografa tão bem; ao fixado em constante devir; ao que me usurpa a letra e é a minha fonte oficial de couchsurfing; ao olho que tudo vê e que tanto admiro; ao senhor que se esqueceu de continuar a regar as letras com absinto; ao senhor da pipa e do copo que tantas vezes me “ouviu”e que por isso tenho que lhe gabar a paciência! E ainda à minha noiva que tenho a certeza que daria à luz blogues de excelência, à minha mulher companheira de outras vidas blogosféricas e à minha amante que sumiu do mapa. E já agora, porque eu sou umas mão largas e é só amor para dar e vender, a todos que fizeram, fazem e ainda virão a fazer parte do meu mundo. A todos um enorme bem hajam!


[se me esqueci de alguém nesta imensa lista, decerto não está esquecido no coração]


Adenda: tinha eu acabado de chegar a Itália quando me lembrei que me esqueci de incluir a menina que veste bonecas de imaginação and my favourite international couple - embora estivessem já incluidos no rascunho mental inicial. Shame one me!

Etiquetas:

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

tenho cá as minhas dúvidas

Hamburgo
Junho 2008









ando com esta mania das músicas , que se há-de fazer?
internar-me? sim, parece uma excelente ideia!

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Dias Felizes

Parque Natural da Senhora do Salto, Gondomar
Abril 2009



[fotografar contra a luz não está com nada ó trenga!]
no picnic de aniversário da Sarah. a ela beijos de luz e abraços de paz




Etiquetas: , ,

Domingo, 19 de Abril de 2009

às vezes outra coisa qualquer

Cacilhas
Fevereiro 2007

Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Espectral

Largo Luis de Camões, Lisboa
Abril 2009




Hoje gostaria de partilhar convosco uma frase de valiosa sapiência popular e que, se a memória não me falha, li algures numa casa de banho pública que é sempre um local dado a manifestações literárias de cariz duvidoso mas que resultam num óptimo entretenimento enquanto fazemos o que tivermos a fazer (excepto actividades que não se apropriem à leitura); e a frase ditava o seguinte: a vida é uma foda difícil de foder, mas – foda-se! – fode-se!!
E porque me lembrei eu disto, perguntam vocês (não perguntam nada, mas eu gosto sempre de pensar que sim)? Porque em determinadas alturas, por uma qualquer razão, vemo-nos obrigados a entrar dentro de nós e a visitar aquele sótão, que fingíamos nem existir, onde nos cantos escuros e poeirentos descobrimos atónitos aquelas coisas velhas que julgámos ter deitado ao lixo faz tempo, mas que, para nosso infortúnio e por nossa burrice, continuam vivas e de boa saúde (as cabras!) - conquanto não se recomendem de todo, muito menos como aperitivo ao jantar que é bem capaz de nos parar a digestão.
É assim como irmos visitar a nossa própria casa assombrada repleta de fantasmas e assombrações, sendo que a minha casa assombrada é um casarão imperial de 2 pisos e múltiplas divisões, tendo como redondezas a floresta negra, com direito a suite presidencial - que eu sou gaja para lá passar largas temporadas - e catacumbas - onde têm lugar espectáculos de auto-flagelação do mais alto gabarito.
Ora se os fantasmas até se aguentam bem de tão familiares que se tornaram a pairar ali atrás de nós, ou ao nosso lado, consoante as preferências, já as assombrações são capazes de nos pôr a cagar de fininho qual é o cagaço de morte que nos pregam (reparem como isto começa a ganhar contornos escatológicos ou, por outras palavras, como a palavra merda assenta tão bem). Uma assombração, ao contrário dos fantasmas dos quais pressentimos a aproximação, surge sem qualquer notificação prévia fazendo-nos saltar ridiculamente com a mão em garra agarrada desesperadamente ao coração que ameaça colapsar para depois nos derrubar escada abaixo e batermos alegremente com a nuca em todos os degraus por onde passamos. Uma vez recompostos mandamos a assombração à fava e ela, obediente - pensamos nós na nossa santíssima ignorância, ou ingenuidade, vá, que eu estou é a falar de mim - lá vai. Vai, mas volta! Que a gaja, inteligente como permitimos que o seja, sabe perfeitamente que enquanto lhe dermos importância vai conseguir foder-nos os cornos e que enquanto a negarmos vai continuar a pregar-nos sustos de morte. Ou pelo menos caganeiras incontroláveis.
Então como nos livramos de uma assombração (reparem como eu continuo a falar para mim, porém no plural que é para todas elas ouvirem)? Muito simples! – digo eu, não obstante a minha inépcia para o assunto! Basta aceitar a sua visita inesperada, como um reencontro falaciosamente festivo com um velho familiar ou conhecido com quem aprendemos as maravilhas da hipocrisia, e darmos-lhe umas palmadinhas nas costas enquanto debitamos uns quantos cumprimentos de circunstância e debatemos o estado do tempo, para de seguida prosseguirmos descontraídos o nosso caminho. É meio caminho andado para que ela se reduza à sua insignificância e comece a encolher-se num difuso espectro que ocasionalmente flutua ali ao nosso lado, ou atrás de nós, consoante as preferências, para que um dia, com sorte, desapareça.

E, perguntai vós, porque razão decidi eu torturar-vos com a minha abjecta verborreia? Responde-se rapidamente: exorcismo!! Ainda tentei rodar o pescoço porém apenas consegui com isso um novíssimo colar ortopédico que eu penso forrar com pelúcia rosa fluorescente. Pode ser que me ilumine. Ou alucine. Cá para mim vai dar ao mesmo.



N.R.: Eu sei que a comparação entre fantasmas e assombrações é no mínimo estapafúrdia e despropositada, contudo foi o que me surgiu na altura e que, por incrível que possa parecer, teve lógica para mim. Isto, obviamente, à luz da minha lógica que de lógica não tem nada!




Esta foto, que é uma dupla exposição de uma amiga e de nuvens, pertence ao segundo rolo tirado com a Banner que teve direito a light leaks e mais umas quantas asneiras - leia-se fotos queimadas - derivadas da trenguice da operadora.

Etiquetas: , ,

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Home Sweet Home
Setembro 2005

Etiquetas:

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Rolando










Picnic de Aniversário da Sarihta
Parque Natural da Senhora do Salto, Gondomar
Abril 2009

Volta-se a pegar na analógica e retorna-se à conclusão que ainda há muito a aprender. As fotos, tiradas com a Canon T70, com uma lente Macro 50mm que pondero se será apropriada (foi oferta é o que se tem!), e um rolo de slides Sensia 100 da Fuji fora do prazo e revelado em processo cruzado (daí as cores esquisitas - assim à xopinha de maxa), ficaram na sua maioria sobrexpostas. Então, se assim acho, porque é que as partilho convosco? Porque apesar de estarem longe da perfeição, assim a anos luz, gosto delas. E talvez goste delas por as sentir como um desafio, como uma aprendizagem e uma evolução, e, por conseguinte, importantes para mim.

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Cheira a Lisboa

Lisboa
Abril 2006

Etiquetas: